A noite já havia caído em Santa Inês quando o silêncio foi quebrado por uma cena de violência que marcaria a cidade. Era por volta das 23 horas do dia 11 de dezembro de 2024 quando a Polícia Militar foi acionada para atender a uma ocorrência no pátio de um posto de combustível, na Rua da Pedra Branca.
Ao chegarem ao local, os policiais encontraram um jovem gravemente ferido após ser atingido por diversos golpes de faca. A vítima, identificada como Fernando Alves Costa, ainda foi socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Conforme a investigação, momentos antes do crime, Fernando estava no local quando Emerson Gabriel chegou acompanhado de uma mulher. Testemunhas relataram que o suspeito foi em direção à vítima, iniciando uma discussão que rapidamente saiu do controle.
O que começou como um desentendimento verbal evoluiu para um ataque brutal. Emerson teria sacado uma faca e desferido vários golpes contra Fernando, que caiu ao chão sem chances de defesa.
As apurações indicam que o crime foi motivado por questões pessoais. Segundo a polícia, vítima e acusado mantinham um relacionamento amoroso. Testemunhas afirmaram que Fernando costumava presentear Emerson, enquanto o suspeito mantinha outros relacionamentos e tentava esconder o envolvimento.
Em depoimento, Emerson confessou o crime e alegou que sofria ameaças por parte da vítima por não corresponder às investidas amorosas. Imagens de câmeras de segurança registraram toda a ação e mostram o momento em que o suspeito parte para cima de Fernando e continua os golpes mesmo após a vítima já estar caída.
O caso também levanta discussões sobre possível violência de gênero e intolerância, uma vez que a vítima era homossexual e, segundo relatos, o relacionamento era mantido de forma oculta pelo acusado. As circunstâncias reforçam a necessidade de investigação aprofundada para esclarecer todas as motivações envolvidas.
Fernando Alves era morador do povoado Areias, na zona rural de Pindaré-Mirim, e bastante conhecido na região. Técnico agrícola em agropecuária formado pelo Pronera, turma de 2010, ele deixa familiares e amigos consternados com a tragédia. Entre seus colegas de formação está Gilberlan Atrox, editor do portal Atroxista Conteúdos.
O caso causou forte comoção em Santa Inês e segue como um episódio que evidencia a violência e suas consequências na comunidade.
