Santarem (PA), Brasil — 5 de julho de 2025 — Em uma operação histórica para a logística brasileira, a multinacional Cargill Agrícola S/A movimentou 110.971 toneladas de milho por via fluvial entre os portos de Miritituba e Santarém, no estado do Pará. O comboio, formado por 36 barcaças, percorreu o rio Tapajós, representando um marco de eficiência no transporte de grãos no interior da Amazônia. (Agência Transporta Brasil)
Uma operação sem precedentes
A embarcação usada neste transporte foi movida por um empurrador com cerca de 6.400 cavalos de potência, dando conta da pesada carga acumulada — suficiente para carregar quase 2.500 caminhões de grande porte se fosse levada por estradas. (Agência Transporta Brasil)
Segundo especialistas em logística, movimentar grandes volumes por hidrovias reduz drasticamente o custo do transporte e também as emissões de carbono em comparação com o transporte rodoviário, o que torna esse tipo de operação estratégico para as exportações brasileiras. (Agência DC-News)
Do Centro‑Oeste para o mundo
A região atendida por essa rota fluvial é um dos principais polos agrícolas do Brasil — incluindo estados como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul — onde são produzidos milhões de toneladas de milho e soja por ano. Ao chegar ao terminal fluvial de Santarém, a carga é transbordada para navios que seguem para mercados internacionais, principalmente na Ásia e Europa. (DatamarNews)
Esse transporte faz parte de um movimento mais amplo de utilização do chamado Arco Norte Logístico — um conjunto de rotas que integra portos no Norte do Brasil com a produção agrícola do Centro‑Oeste, diminuindo distâncias e custos em relação aos portos do Sul e Sudeste do país. (Portal Barcarena)
Potencial de transformação
Embora não tenha sido oficialmente classificado como “recorde mundial” por uma entidade internacional específica, a magnitude da operação — pela quantidade de grãos transportados de uma só vez — foi destacada por portais especializados e setores ligados à navegação interior como um dos maiores volumes registrados no Brasil e um exemplo do potencial logístico das hidrovias amazônicas. (Agência DC-News)
