Vereador Marcelino Nunes pede revisão da guarda de menina autista e aciona autoridades brasileiras e paraguaias

Vereador Marcelino Nunes mobiliza autoridades brasileiras e paraguaias para solicitar a revisão da guarda provisória de uma menina autista e seu retorno à família no Brasil.


PONTA PORÃ (MS) – O vereador Marcelino Nunes de Oliveira iniciou uma mobilização junto a autoridades brasileiras e paraguaias para solicitar a revisão da guarda provisória de uma menina brasileira de seis anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que atualmente permanece sob os cuidados de uma família substituta no Paraguai.

Para fortalecer o pedido, Marcelino acionou o deputado federal Geraldo Resende (União-MS), integrante da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados. O objetivo é acompanhar o caso junto aos órgãos diplomáticos e buscar que a família brasileira seja formalmente ouvida pelas autoridades paraguaias.

A criança foi encaminhada ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero com sinais de agressão. O padrasto, apontado como principal suspeito, foi preso preventivamente e responde à investigação conduzida pelo Ministério Público do Paraguai.

Segundo os familiares, a avó paterna manifestou interesse em assumir os cuidados da menina, destacando que ela já realizava acompanhamento terapêutico no Brasil antes da mudança para o país vizinho. O pedido apresentado pelas lideranças busca que esse vínculo familiar seja considerado durante a análise judicial.

Além da atuação parlamentar, Marcelino Nunes contou com o apoio da presidente da Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Ponta Porã (AAPP), Vanessa dos Santos Costa Marques. A entidade reforçou a importância da proteção integral de crianças com TEA, especialmente em situações de vulnerabilidade.

O vereador também manteve contato com órgãos de proteção à infância no Paraguai e representantes políticos dos dois países para acompanhar o andamento do caso. A expectativa é que novas informações sejam analisadas pelas autoridades competentes, garantindo que qualquer decisão observe o melhor interesse da criança e seus direitos fundamentais.

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