A investigação sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, ganhou novos desdobramentos após a divulgação de um laudo pericial que aponta indícios de agressão antes do disparo que provocou sua morte. O caso ocorreu no dia 18 de fevereiro de 2026, em um apartamento localizado no bairro do Brás, na região central da cidade de São Paulo.
O laudo necroscópico, elaborado após a exumação do corpo realizada no dia 6 de março de 2026, no Instituto Médico-Legal (IML), identificou lesões no pescoço e no rosto da vítima. Segundo os peritos, há marcas compatíveis com pressão de dedos no pescoço, além de arranhões semelhantes a unhas, sinais que podem indicar um episódio de esganadura antes do disparo de arma de fogo.
Ainda de acordo com o documento pericial, a causa da morte foi registrada como traumatismo cranioencefálico provocado por disparo de arma de fogo, mas os indícios encontrados no pescoço levantam a hipótese de que a policial possa ter sofrido agressão física ou perda de consciência antes do tiro.
Caso inicialmente registrado como suicídio
Quando a morte ocorreu, na noite de 18 de fevereiro de 2026, o caso foi inicialmente registrado como suicídio. Na ocasião, a policial foi encontrada ferida dentro do apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos.
Segundo o relato apresentado às autoridades naquele momento, o oficial afirmou que estava no banho quando ouviu o disparo. A versão inicial levou o caso a ser tratado como possível morte autoinfligida.
No entanto, com o avanço das investigações e a solicitação de familiares da vítima, a Justiça autorizou a exumação do corpo no dia 6 de março de 2026, para a realização de uma nova perícia.
Novos elementos ampliam investigação
Os resultados divulgados após a nova análise pericial indicaram marcas que não haviam sido destacadas na investigação inicial, o que levou a Polícia Civil a ampliar as linhas de investigação.
Além das lesões no pescoço, os peritos identificaram hematomas e marcas compatíveis com tentativa de defesa, fatores que podem indicar a ocorrência de uma possível luta corporal antes do disparo.
Com base nesses elementos, o caso passou a ser tratado como morte suspeita, e novas diligências foram determinadas para esclarecer a dinâmica dos fatos ocorridos no apartamento.
Apuração segue em andamento
Até esta terça-feira, 10 de março de 2026, a Polícia Civil informou que o inquérito continua em andamento. Investigadores analisam depoimentos, laudos periciais e outros elementos que possam ajudar a reconstruir o que ocorreu dentro do imóvel na noite da morte.
As autoridades afirmam que somente após a conclusão de todas as etapas da investigação será possível determinar com precisão se houve homicídio, feminicídio ou outra circunstância relacionada à morte da policial militar.
Atroxista Publisher — Reportagem Rural
