Mulher assassinada uma semana após pedido de casamento teve caso julgado no Acre

Mulher assassinada uma semana após pedido de casamento em Rio Branco, no Acre, teve caso julgado pela Justiça. Acusado foi condenado por feminicídio.



Uma semana após um pedido de casamento realizado em frente a uma igreja, a morte de Ketilly Soares de Souza chocou moradores de Rio Branco, no Acre. O caso ganhou repercussão estadual após o companheiro dela, o mecânico Simey Menezes Costa, ser acusado e posteriormente condenado pelo crime de feminicídio.

Ketilly Soares de Souza tinha 33 anos e trabalhava em uma loja de bolos na capital acreana. Segundo informações divulgadas pela imprensa local, ela também era mãe de um filho de um relacionamento anterior.

De acordo com as investigações, Ketilly foi encontrada morta dentro da residência onde morava, no dia 9 de junho de 2024, após familiares estranharem a falta de contato com ela. A vítima apresentava múltiplos ferimentos provocados por faca.

As investigações da Polícia Civil do Acre apontaram que o crime teria sido motivado por ciúmes e conflitos no relacionamento. Após o feminicídio, Simey Menezes Costa se apresentou à polícia acompanhado de advogado.

Dias antes do crime, imagens compartilhadas nas redes sociais mostravam um pedido de casamento realizado diante de uma igreja, em um momento acompanhado por familiares e pessoas próximas ao casal. O episódio passou a repercutir ainda mais após a descoberta do assassinato.

O julgamento ocorreu em 17 de julho de 2025, em Rio Branco. Simey Menezes Costa foi condenado pelo Tribunal do Júri a 17 anos e 6 meses de prisão pelo crime de feminicídio.

O caso reacendeu debates sobre violência contra a mulher e relacionamentos abusivos. Especialistas alertam que sinais de controle excessivo, ciúmes possessivos e isolamento da vítima podem indicar situações de violência psicológica, muitas vezes anteriores às agressões físicas.

Segundo a legislação brasileira, o feminicídio é caracterizado quando o assassinato de uma mulher ocorre em contexto de violência doméstica, familiar ou em razão do menosprezo à condição feminina. O crime é considerado hediondo no Brasil.

Violência contra a mulher

Casos de feminicídio continuam sendo registrados em diversas regiões do país. Organizações de proteção às mulheres reforçam a importância de denúncias em situações de ameaça, agressão ou violência psicológica.

No Brasil, denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, canal nacional de atendimento à mulher em situação de violência.

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